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                                   Oração do Cavalo


            A ti, dono meu, elevo esta súplica: Dai-me de comer regularmente, de comer e beber. Terminado meu trabalho, proporciona-me abrigo confortável para que eu descanse e recupere as energias.

            Examina continuamente, meus pés e escova meu pelo. Se eu recusar alimento examina minha boca; pode ser uma úlcera que me impeça de comer ou meus dentes doam.

           Fala-me calmamente. Tua voz incentiva, não o chicote ou o bridão. Acaricia-me de quando em quando; pagar-te-ei todo o carinho, aprendendo e servindo-lhe melhor, pagando, em suma, amor com amor.

          Não cortes minha cauda, pois com ela espanto insetos que costumam atormentar-me. Não puxe violentamente as rédeas, nem me apliques fortes retalhas, ao eu ter dificuldade em subir ladeiras sob carga pesada.

          Não me maltrates com os calcanhares, nem me batas, quando não entender seus desejos; faz com que compreendas teu pensamento.

         Dou-te sempre tudo que puder. Se acaso, me recusar a obedecer, verifica se não estou mal encilhado ou se meu freio não me pertuba, ou ainda se algo molesta meus pés, causando-me dor.

         Se eu assustar não me castigues;verifica se minha vista apresenta algum defeito. Não me obrigues a carregar ou arrastar um  peso superior as minhas forças, nem a trotar velozmente em estradas ou pisos escorregadios.

        Se eu  cair ajude-me a levantar; se eu tropeçar não me culpes por isso. Não acrescentes ao meu medo diante de suas fortes chibatadas.

        Defende-me dos causticantes raios solares, se fizer frio, cobre-me, quando eu estiver repousando.

         Quando a velhice tornar-me inválido, lembra-te dos serviços que te prestei; não me vendas, nem me deixes morrer a mingua; sacrifica-me, então, sem padecimentos, tu mesmo, ser-te-ei grato por isso!

          Rogo-te tudo isto em nome daquele que quis nascer em um estábulo...


 

Bucephalus, o cavalo de Alexandre, o Grande

Alexandre, o Grande, foi um grande líder militar de sua era (325a.C. - 323 a.C.)
Ele tinha um cavalo extraordinário chamado Bucephalus. Este nome significa "cabeça de boi", devido ao formato côncavo de sua fronte. Bucephalus era considerado um dos melhores cavalos de sua raça. Ele era todo preto com uma estrela branca na fronte e possuia um tamanho avantajado pra sua época. Dizem que ele também tinha um único olho azul.
Alexandre ganhou o cavalo de seu pai, quando tinha 12 anos. Bucephalus era muito bravo e ninguém conseguia montá-lo, mas Alexandre sabia que o que o cavalo tinha era apenas medo de sua própria sombra e também da sombra dos homens que tentavam montar nele, então fez o cavalo ficar em direção ao sol, o que dificultava sua visão. Daí aproveitou, com um rápido pulo, para montá-lo. Depois de vários corcoves e coices, o cavalo se acalmou e ficou seu amigo. Bucephalus só deixava Alexandre montá-lo, o cavalo as vezes chegava até a ajoelhar para que seu dono pudesse montar com mais facilidade. Os dois participaram de diversas batalhas. Durante uma dessas batalhas o cavalo foi ferido e acabou morrendo, ele já estava com 30 anos. Alexandre ficou tão triste, que mandou enterrar o cavalo com todas as honras militares e fundou uma cidade chamada Bucephália.